TRABALHOS SELECIONADOS


A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DE GOIÂNIA-GO: POLÍTICAS, PROJETOS E AÇÕES.
Joice Duarte Batista
Universidade Federal de Goiás

RESUMO:

A pesquisa já concluída, buscou problematizar a qualidade da educação infantil no município de Goiânia, particularmente as questões que envolvem os sistemas e as escolas. Procurou conhecer os elementos relativos à gestão e à organização do trabalho escolar na educação infantil, analisando as políticas, programas e ações de formação e profissionalização do professor da educação infantil no sistema municipal de Goiânia, no período de 1999 a 2006. Desse modo, o projeto buscou contribuir para a construção do conhecimento sobre a educação infantil pública no sistema municipal de ensino de Goiânia-Go. Foram traçados para a pesquisa os objetivos: estudar os fatores inerentes às condições de oferta do ensino que mais interferem no processo de construção de uma educação de qualidade; apreender e problematizar os elementos relativos à gestão e organização do trabalho escolar na educação infantil municipal de Goiânia; conhecer e analisar as políticas, programas e ações de formação e profissionalização do professor da educação infantil; coletar e analisar dados referentes às condições de acesso, da gestão e organização da educação infantil no sistema municipal de Goiânia-Go no período de 1999 a 2006; e contribuir para a consolidação de banco de dados sobre a educação infantil.A metodologia traçada para se chegar ao objeto da pesquisa foi: Estudo bibliográfico da temática, elaboração da caracterização do município, pesquisa documental, e questionários aplicados aos gestores da educação infantil.A temática é de grande relevância uma vez que a partir aprovação da Constituição Federal em 1988, a educação infantil,passa a compor os sistemas educacionais. O direito à educação escolar é ampliado é, pela primeira vez no país, a Educação Infantil é definida como direito da criança, dever do Estado e direito da família.Assim os municípios, em termos educacionais,se responsabilizarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. Essas determinações trazem para os municípios brasileiros duas grandes responsabilidades: a universalização do ensino fundamental obrigatório e a ampliação da oferta da educação infantil e a transformação de seu caráter assistencial para educacional. Diante desse progresso para Educação devemos caminhar na luta para que a educação requerida seja de qualidade.

 
 
 
O DISCURSO POLÍTICO-EDUCACIONAL DO PROGRAMA PRÓ-
LETRAMENTO: INOVAÇÕES OU TRADICIONALISMO?
João Ferreira dos Santos
Universidade Federal de Sergipe

RESUMO:

Este trabalho é parte de uma pesquisa que se encontra em processo voltada para as práticas das políticas educacionais. Está fundamentada nos estudos discursivos de base enunciativa e seu principal objetivo é mapear os sentidos que subjazem diferentes enunciados sobre as políticas educativas. Visa desenvolver uma análise sobre o fato de o professor acatar de forma silenciosa, numa atitude de passividade e obediência, os preceitos, muitas vezes velados, que fazem parte da prática de certas instituições de ensino. A detecção deste problema, através da observação de formas de agir de alguns professores, fomentou-nos a curiosidade e o desejo de investigar o motivo que os leva a tais comportamentos. Em vista disso, optamos pela verificação e análise dessas posturas e suas implicações no Programa Pró-Letramento em Alfabetização e Linguagem do município de Itabaianinha-SE. Através deste material, avaliaremos o funcionamento das relações de poder no programa educacional, investigando o caráter das inovações (ou manutenção do tradicional) de propostas pedagógicas que perpassam o discurso político educacional.

 
 
 
A TEORIA DO ZÊNITE SOLAR
Luiz Sampaio Athayde Junior
Universidade Federal da Bahia e UNIME

RESUMO:

As estações do ano ocorrem em todo o planeta por causa da inclinação do seu eixo longitudinal imaginário. A translação da terra cria as quatro posições distintas, que são as quatro estações, verão, outono, inverno e primavera, devido à incidência direta do sol sobre os trópicos (câncer e capricórnio) e sobre o equador, alternadas em períodos de cerca de noventa dias.Elas são configuradas também por padrões climáticos, o que faz com que, o conceito de estações entre os trópicos tenha sua aplicação prejudicada. São, portanto, observadas e suas diferenças mais delimitadas fora dos trópicos, nos países dominantes, que criaram essas regras.O sol vai do equador até o trópico de capricórnio e incide sobre Salvador, (~12,9º sul), por volta do dia 27/10, muito antes do verão oficial.Quando retorna do trópico até o equador, Salvador recebe outra vez seus raios a pino, por volta do dia 15/02.O verão de Salvador deveria ser considerado de 12 de setembro, data que antecede o primeiro zênite, (~27/10) em 45 dias até 01 de abril, 45 dias após do segundo zênite, (~15/02) por causa da sua privilegiada latitude (~12,9º), pois, o calor surge muito antes do verão oficial e dura muito mais, apresentando ainda temperaturas altas mesmo depois da primavera oficial, o que justificaria o verão mais longo e estações do ano diferenciadas. Este critério (45 dias) foi escolhido prudentemente por ser metade dos noventa dias, período de duração das estações oficiais. O Analema do sol e o periélio também são responsáveis por aumentar a sensação de verão em Salvador e Ilhéus. Esses fatores tornam o verão do hemisfério sul mais intenso.Podemos depreender de todo o exposto, que as regiões intertropicais necessitam de novas regras em relação às quatro posições astronômicas da terra, que são certamente o fator preponderante para a configuração das estações do ano, além dos padrões climáticos. Façamos, então, as correções, uma vez que, as posições e conceitos podem ser perfeitamente aferidos e delimitados em cada localidade, com as informações e recursos para divulgação das mesmas disponíveis nos dias de hoje para educar os alunos.Com um sistema diferenciado de incidência do sol, duas vezes no ano entre os trópicos, fica clara a necessidade de normas diferentes para as estações nessas localidades.Não devemos ensinar regras que não condizem com a realidade observada em muitas localidades, segundo nos ensinam os grandes educadores, principalmente com a possibilidade de circulação das informações, observada modernamente, e novas tecnologias disponíveis para a educação.

 
 
OS PRINCIPAIS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM
Omundsen de Melo Costa Junio
Centro de Terapia Holística Aplicada

RESUMO:

O termo distúrbio de aprendizagem tem gerado muitas controvérsias entre os profissionais, tanto da área da educação quanto da saúde. Isto porque, há uma sintomatologia muito ampla, com diversidade de fatores etiológicos, quando se considera o aprendizado da leitura, escrita e matemática, é necessário uma adequação nesta terminologia a fim de possibilitar uma determinação quando ao seu conceito que possa ser compreendido mais facilmente.Considerando-se os dois principais manuais internacionais de diagnóstico, se pode definir e conceituar com mais facilidade e precisão quais são os distúrbios de aprendizagem que comumente acometem as crianças.Através de pesquisa no Código Internacional de Doenças, CID 10, organizado pelo ministério da saúde e do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM - IV, é possível definir quais são os mais relevantes distúrbios de aprendizagem.Ambos os manuais consideram, basicamente, três tipos de transtornos, quais sejam, da leitura (dislexia), da escrita (disgrafia e disortografia) e das habilidades matemáticas (discalculia). Também referem que, em qualquer dos casos, deve haver os seguintes requisitos para o diagnóstico de transtorno:- Ausência de comprometimento intelectual, neurológico evidente ou sensorial;- Adequadas condições de escolarização;- Início situado obrigatoriamente na primeira ou segunda infância;Diversos autores, a partir de suas pesquisas, procuram esclarecer os pontos divergentes na literatura em relação às alterações na aprendizagem escolar e, por conta dos seus enfoques (pedagógico ou clínico), têm-se as variações na conceituação e caracterização dos mesmos no processo de ensino-aprendizagem. Independente da conceituação que se dê, o mais importante é que a criança com dificuldade de aprendizagem, não deve ser "classificada" como deficiente, pois se trata de uma criança normal que aprende de uma forma diferente, a qual apresenta uma discrepância entre o potencial atual e o potencial esperado. Não pertence a nenhuma categoria de deficiência, não sendo sequer uma deficiência mental, pois possui um potencial cognitivo que não é realizado em termos de aproveitamento educacional. O risco está em não se detectar esses casos, não se proporcionando no momento propício às intervenções pedagógicas preventivas nos períodos de maturação mais plásticos. Se não se detectarem esses casos, a escola com o seu critério seletivo de rendimento, pode influenciar e reforçar a inadaptação, culminando, muitas vezes, mais tarde, no atraso mental, na delinqüência ou em sociopatias.

 
 
 
FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES ALFABETIZADORES:
UMA CONSTRUÇÃO TECIDA FIO A FIO
Maria Eurácia Barreto de Andrade
Secretaria Municipal de Educação de Biritinga BA

RESUMO:

Este trabalho propõe apresentar as experiências do projeto de formação continuada Tecendo a Alfabetização: caminhos e possibilidades para a apropriação do letramento, o qual objetivou aprofundar o referencial teórico e metodológico dos professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e Educação de Jovens e Adultos do município de Biritinga - Bahia, através de situações didáticas que favorecem o desenvolvimento da autonomia e fortalecimento da prática pedagógica, articulando as concepções teóricas com as práticas efetivas dos professores envolvidos na formação, bem como construir um referencial com possibilidades pedagógicas inovadoras a partir das experiências vivenciadas em sala e no transcorrer da formação. Este projeto nasceu a partir dos resultados evidenciados nos índices de desempenho dos alunos principalmente nas habilidades de leitura e escrita, nas reivindicações dos professores por maior apoio pedagógico para potencializar o processo de ensino e aprendizagem nas salas de aulas e principalmente, pelo resultado de uma investigação científica sobre as práticas alfabetizadoras e seus impactos nos níveis de letramento dos alunos em que foi revelada uma triste realidade no que se refere a apropriação e uso social da leitura e escrita, bem como uma prática pedagógica alfabetizadora fragmentada e desarticulada da realidade, sendo necessária uma maior discussão e aprofundamento acerca do processo de alfabetização numa perspectiva de letramento. A formação teve como ponto de partida os saberes construídos pelos professores ao longo da sua experiência profissional por acreditar na capacidade de potencializar sua prática através do estreito diálogo entre o conhecimento prático e científico. Este projeto constituiu-se em um pontapé inicial para uma prática mais responsável na formação de professores aprendizes de novas abordagens práticas e conceituais no que se refere ao processo de alfabetizar letrando. O projeto foi estruturado em 5 módulos para cada grupo de trabalho com carga horária de 60 horas para cada um deles, totalizando 180 horas distribuídas em 8 meses de formação e contemplando um público de 168 professores. As etapas do projeto abrangeram um momento de pesquisa sistemática inicial e em seguida o processo de formação junto aos professores. O respaldo teórico do projeto foi alicerçado nos estudos de Paulo Freire, Emília Ferreiro, Vygotsky e Magda soares. Após todo o processo de formação foi possível perceber uma mudança conceitual e metodológica dos professores, bem como a publicação de um livro com aporte teórico e prático construído pelo grupo o qual está servindo de referência para o trabalho nos cenários das salas de aula.

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A IMPORTÂNCIA DA NUMERALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONSTRUINDO A CONCEPÇÃO DE NÚMERO
Rosangela Cardoso Silva Barreto
Universidade do Estado da Bahia / Faculdade Santo Agostinho

RESUMO:

O conhecimento Lógico - Matemático tem fonte interna, se encontra no próprio sujeito, pois é construído através da coordenação das relações que ele estabelece entre os objetos, não têm existência na realidade externa (igualdade, diferença, o conceito de número). É uma construção feita pela mente através da abstração reflexiva. Este artigo tem como objetivo compreender como se dá a concepção de número e identificar a importância da numeralização na Educação Infantil e investiga o processo de ensino - aprendizagem dos conhecimentos básicos de matemática na pré-escola. A atenção dada às noções matemáticas na educação infantil, ao longo do tempo, tem seguido orientações diversas que convivem às vezes de maneira contraditória, no cotidiano das instituições. Este artigo monográfico reflete sobre a importância da numeralização (aquisição da concepção de número) na Educação Infantil e discutem questões relacionadas á sua aplicação no cotidiano da pré-escola. Algumas interpretações das pesquisas psicogenéticas concluíram que o ensino da Matemática seria beneficiado por um trabalho que incidisse no desenvolvimento de estruturas do pensamento lógico-matemático. Assim, consideram-se experiências-chave para o processo de desenvolvimento do raciocínio lógico e para a aquisição da noção de número as ações de classificar, ordenar/seriar e comparar objetos em função de diferentes critérios. Essa prática transforma as operações lógicas e as provas piagetianas em conteúdos de ensino. A classificação e a seriação têm papel fundamental na construção de conhecimento em qualquer área, não só em Matemática. Quando o sujeito constrói conhecimento sobre conteúdos matemáticos, como sobre tantos outros, as operações de classificação e seriação necessariamente são exercidas e se desenvolvem, sem que haja um esforço didático especial para isso.

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